Conheça os corres atrás das promoções e valor da entrega na zona oeste
A rotina dos entregadores é marcada pela busca constante por locais de maior demanda, onde os aplicativos de entrega, como o iFood, oferecem melhores remunerações. Em cidades como Osasco, que é a cidade-sede da empresa, os entregadores percebem que os ganhos são menores em comparação com a capital, São Paulo. Essa disparidade leva muitos entregadores a se deslocarem para a capital em busca de melhores oportunidades de trabalho.
Os motoboys e ciclistas, que também atuam como entregadores, enfrentam desafios semelhantes. Eles precisam lidar com o trânsito caótico e as condições de trabalho desgastantes, mas muitos deles veem essa profissão como uma forma de ganhar a vida. Trabalhadores como João Viktor Dias, que mora em Osasco, mas se desloca para São Paulo para trabalhar, são exemplos de como a busca por melhores oportunidades pode levar os entregadores a se aventurarem em novos territórios. É um desafio diário, mas muitos deles encontram motivação em saber que estão construindo um futuro melhor para si mesmos e suas famílias.
Entregadores e a Busca por Oportunidades
Os entregadores do iFood que residem em Osasco, cidade onde fica a sede da empresa, têm um forte motivo para trabalhar na cidade vizinha, São Paulo: os bairros com maior demanda estão localizados na capital paulista, e neles, o valor da entrega aumenta significativamente, graças às ‘promoções’. Essas promoções podem fazer com que o valor de uma entrega, que normalmente é de R$ 6,50, dobre ou até triplice em áreas chiques durante a hora do almoço, em dias de chuva, finais de semana e feriados, como Páscoa e Natal. Os entregadores, incluindo motoboys e ciclistas, buscam aproveitar essas oportunidades para aumentar seus ganhos.
Desafios e Diferenças entre Cidades
No entanto, em Osasco, a situação é diferente. A cidade é considerada ‘seca’ pelos entregadores, com ruas estreitas no centro e poucas ‘promoções’. Já na capital paulista, a estrutura viária é mais favorável, com faixas exclusivas para motos em algumas avenidas e ciclovias bem estruturadas, o que facilita o trabalho dos entregadores. Além disso, a região da zona oeste, que faz divisa com Osasco, é uma das áreas com maior demanda em São Paulo, com bairros como Itaim, Moema, Vila Madalena e Pinheiros, que estão a uma ponte de distância da cidade-sede do iFood. Esses trabalhadores, incluindo ciclistas e motoboys, precisam se deslocar para essas áreas para aproveitar as oportunidades.
Experiências e Reivindicações
João Viktor Nunes Dias, um entregador do iFood e morador de Osasco, completou 26 anos no primeiro dia do Breque Nacional, em 31 de março de 2025. Ele ajudou a mobilizar trabalhadores da cidade natal para a greve, mas atua em São Paulo. Como ciclista, ele trabalha para o iFood há quase três anos e percebeu que locais como Lapa e Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, rendiam mais. Além das promoções, há mais suporte estrutural, como as centrais de distribuição, em shoppings, que facilitam o trabalho dos entregadores. No entanto, essas centrais são poucas e os entregadores, incluindo motoboys e ciclistas, precisam se deslocar longas distâncias para chegar até elas, correndo riscos e enfrentando desafios. Os trabalhadores, incluindo entregadores, motoboys e ciclistas, reivindicam melhorias nas condições de trabalho e nos valores pagos, especialmente em regiões com e sem promoções.
Fonte: @ Terra
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