Condições climáticas adversas e queimadas em agosto afetaram a qualidade da cana, prejudicando a produção de açúcar e etanol, com endividamento líquido avançado.
A Raízen, uma das principais empresas do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, enfrentou um cenário desafiador no terceiro trimestre da safra 2024/25. Entre outubro e dezembro, a companhia registrou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, refletindo as dificuldades enfrentadas no período. Esse resultado evidencia os impactos das oscilações do mercado e dos custos operacionais elevados.
Como uma gigante do setor, a Raízen continua a desempenhar um papel crucial no mercado brasileiro, mesmo diante dos desafios financeiros. A empresa tem investido em estratégias para fortalecer sua posição e ampliar sua atuação, buscando superar as adversidades. A expectativa é que, com ajustes e inovações, a companhia retome sua trajetória de crescimento nos próximos trimestres.
Impacto das Condições Climáticas e Queimadas na Raízen
No mesmo período da safra anterior, a Raízen, uma das maiores empresas do setor de energia e biocombustíveis, registrou um lucro de R$ 793,3 milhões. A companhia, que é uma joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a petrolífera britânica Shell, enfrentou desafios significativos devido às condições climáticas adversas e, sobretudo, às queimadas em agosto do ano passado, que atingiram as regiões Centro-Oeste e Sudeste. Esses eventos impactaram diretamente a quantidade e a qualidade da cana-de-açúcar, matéria-prima essencial para suas operações.
Efeitos das Queimadas na Produção da Raízen
A gigante do setor informou que mais de 6 milhões de toneladas de cana, tanto de suas próprias plantações quanto de fornecedores, foram afetadas pelas queimadas. A redução na qualidade da cana prejudicou a produção de açúcar, mas foi parcialmente compensada por um aumento proporcional na produção de etanol. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda) ajustado da Raízen caiu 20,5%, atingindo R$ 3,1 bilhões.
Crescimento da Receita e Aumento de Custos
Apesar dos desafios, a receita líquida da empresa cresceu 14,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 66,9 bilhões. No entanto, os custos de produção e vendas também aumentaram, somando R$ 64 bilhões, um crescimento de 18,5%. Esse cenário reflete os impactos das condições climáticas adversas e das queimadas, que elevaram os gastos operacionais.
Endividamento Líquido e Investimentos da Raízen
De acordo com o balanço da Raízen, o endividamento líquido avançou 22,5% no acumulado de nove meses, chegando a R$ 38,6 bilhões. A companhia explicou que o aumento da dívida está alinhado à sazonalidade do período da safra, com maior consumo de capital de giro, menor geração de caixa operacional e investimentos necessários para manter sua posição como gigante do setor.
Fonte: @ Valor Invest Globo
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